quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

AS LENDAS


Lenda - designa uma narrativa em que um facto histórico aparece transformado pela imaginação popular: não se trata, pois, de uma reconstituição real, «documental» de um facto ocorrido num passado remoto, mas sim de uma narrativa ficcional criada a partir de factos reais. A lenda conta, de maneira fantasiosa, factos ocorridos com personagens ou em lugares que existiram na realidade, mas que são depois transfigurados pela imaginação popular e transmitidos oralmente de geração em geração. A lenda resulta, pois, de uma mistura de realidade e fantasia.
A acção aparece normalmente localizada no espaço e/ou no tempo (ao contrário dos contos populares, situados num passado indefinido e num espaço indeterminado), e a história contada é sempre moldada pelo maravilhoso, pela imaginação: as lendas das mouras encantadas, os milagres dos santos ou a lenda cristã do milagre da Nazaré são alguns dos exemplos deste tipo de narrativa.
As personagens, tal como nos contos, são poucas, mas estão identificadas pelo nome.
Nem sempre, porém, as lendas abordam temas históricos. Muitas vezes são narrativas que explicam fenómenos físicos ou aspectos da realidade animal, mineral ou vegetal.

Divisão temática das lendas:


Lendas religiosas
Narrativas cristãs onde intervêm Nosso Senhor ou Nossa Senhora na vida humana. Também se incluem as lendas de santos ou as que se referem à vida e à acção de pessoas que a Igreja beatificou ou santificou.
Lendas de entidades míticas
Têm como personagens o Diabo, fantasmas, gigantes, bruxas, sereias, feiticeiras, monstros e outros seres pertencentes ao maravilhoso popular
Lendas etiológicas
As que têm como finalidade explicar a origem ou as causas de um nome, de um nome de um lugar, de um fenómeno natural…
Lendas históricas
Nelas aparecem figuras da História, factos históricos, políticos ou militares e/ou locais e monumentos com tradição histórica

Lendas de mouros e mouras
Nelas se narram factos ocorridos em que as personagens são mouros ou mouras (normalmente encantadas) e transportam-nos para a época da ocupação árabe da Península Ibérica. Muitos dos seus elementos remetem para a civilização muçulmana.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

O VERBO


O VERBO é uma palavra que transmite uma acção (falar, comer, dormir), um estado ou qualidade (ser, estar).

*Há três tipos de verbos, ou seja, três conjugações:
a) primeira conjugação – verbos terminados em –ar (ex: amar, sonhar, acreditar…)
b) segunda conjugação – verbos terminados em –er (ex: comer, saber, fazer ….)
c) terceira conjugação – verbos terminados em –ir (ex: sentir, subir, dormir …)

*Os verbos variam em:
a) Pessoa – eu, tu, ele, nós, vós, eles
b) Número – singular e plural
c) Tempopresente (Ex: Ele joga à bola)
                 - pretérito perfeito (Ex: Eu comi uma maçã)
                 - pretérito imperfeito (Ex: Ele comia uma maçã)
                 - pretérito mais-que-perfeito (Ele comera uma maçã)
                 - futuro (Ex. Ele comerá uma maçã)
d) Modomodo indicativo (a acção é apresentada como real, como algo que acontece, aconteceu ou acontecerá na realidade)
                          Ex: falo, falei, falarei
               - modo conjuntivo (a acção é apresentada como uma possibilidade, um desejo, uma hipótese ou como uma dúvida)
                          Ex:Talvez fale; Se tu falásses; Que eles falassem
              - modo imperativo (traduz uma ordem, um conselho ou um pedido)
                          Ex: Fala; Falai
              - modo condicional (a realização da acção depende de uma condição)
                          Ex: Terias melhores notas se estudasses mais!
              - modo infinitivo (traduz a acção em ideia, em abstracto)
                          Ex: Todos gostam de falar.
e) Vozvoz activa – o sujeito pratica a acção expressa pelo verbo.
                         Ex: O João comeu uma maçã.
            - voz passiva – o sujeito sofre a acção expressa pelo verbo
                        Ex: A mação foi comida pelo João.

*Os verbos têm, ainda, as formas nominais:
          - o infinitivo pessoal – que pode equivaler a um nome.
                       Ex: O falar dos emigrantes….
          - o particípio passado – que pode equivaler a um adjectivo.
                       Ex: Ele foi falado na reunião
          - o gerúndio – que pode equivaler a um advérbio.
                        Ex: Ele passou, falando em voz baixa.
NOTAS:
- para fazeres o download deste texto em PDF, carrega AQUI.
- para realizares exercícios interactivos sobre esta matéria, carrega nos links que se seguem:
a) exercício sobre os MODOS verbais
b) exercício sobre o PRESENTE DO INDICATIVO 
c) exercício sobre o PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO
d) exercício sobre o PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO 
e) exercício sobre o FUTURO DO INDICATIVO (verbos regulares)
f) exercício sobre o FUTURO DO INDICATIVO (verbos irregulares)
g) exercício de identificação dos TEMPOS E MODOS DO INDICATIVO 
h) exercício sobre o PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO E DO CONJUNTIVO 
i) exercício sobre os TEMPOS E MODOS verbais

sábado, 14 de Novembro de 2009

O CONTO POPULAR



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*Para realizares um exercício em Hot Potatoes sobre este assunto, carrega AQUI.


quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

LITERATURA ORAL E TRADICIONAL

Desde os tempos mais antigos que em todos os continentes surgiram histórias criadas pelo povo que eram depois contadas oralmente de geração em geração. Essas histórias, de origem popular, muitas vezes passaram de umas regiões para as outras, através dos mercadores e outros viajantes. O conjunto desses textos transmitidos oralmente constitui a literatura oral e tradicional.
A dada altura, alguns escritores e investigadores passaram para escrito esses textos, de origem anónima e conservados na memória popular, fixando-os em livro, para que não se perdessem.
Por exemplo, no séc. XVI, Perrault, e no séc. XIX, os Irmãos Grimm, recolheram e publicaram muitas dessas histórias.
Em Portugal, escritores como Almeida Garrett, Teófilo Braga, Adolfo Coelho ou José Leite de Vasconcelos dedicaram grande parte da sua vida a recolher e publicar contos populares e outros textos da literatura oral e tradicional.
De entre os diversos tipos de textos que constituem esse património oral, destacamos:

Conto Tradicional - narrativa inventada pelo povo, breve e simples, transmitida oralmente e com uma finalidade lúdica e moralizante. Grande parte dos contos recorre ao maravilhoso, apresentando muitos elementos simbólicos.

Provérbio - também conhecido por ditado popular, é uma frase, sob a forma de máxima ou sentença, que transmite um saber e/ou encerra uma moral, sendo transmitida de geração em geração pela via oral.

Lengalenga - texto lúdico, de extensão variável, geralmente rimada, facilitando, assim, a sua memorização.

Adivinha - enigma que consiste num jogo de palavras, com vista a encontrar uma solução.

Quadra Popular - poema com quatro versos, de origem popular, com finalidade lúdica ou satírica, recorrendo a repetições e rimas, de forma a facilitar a sua memorização.

Lenda - narrativa transmitida oralmente, de geração em geração, que assenta em factos reais modificados pela fantasia. Resulta, pois, de uma mistura de realidade e fantasia. Pode possuir um fundo histórico, destinar-se unicamente à explicação de um facto geográfico ou explicar a origem de lugares.

Fábulas - narrativa breve e simples, em verso ou em prosa, em que as personagens são animais ou seres inanimados. Têm uma função lúdica e moralizante, pois pretende representar as qualidades e os defeitos do ser humano. Fedro, Esopo, La Fontaine, Bocage e João de Deus são alguns dos fabulistas mais conhecidos.

* Para fazeres o download deste texto, carrega AQUI.
* Se quiseres ver um powerpoint com as características principais dos textos da literatura oral e tradicional, carrega AQUI.

sábado, 17 de Outubro de 2009

A NOTÍCIA

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

A BANDA DESENHADA


Se quiseres um texto (em PDF) com as características da Banda Desenhada, carrega AQUI.
Para saberes mais sobre a Banda Desenhada e a sua história, carrega AQUI.

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

OS SUBSTANTIVOS - flexão em género, número e grau

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

O REGRESSO ÀS AULAS E A GRIPE A - ALGUNS CUIDADOS A TER

Na próxima 2ª feira, tal como tu, milhões de estudantes regressam à escola. 
No entanto,  SE ESTIVERES COM GRIPE, NÃO DEVES VOLTAR ÀS AULAS!!!!!!! 
Os ministérios da Saúde e da Educação recomendam que os  estudantes e professores com sintomas de gripe evitem retornar às escolas até  estarem completamente restabelecidos. "A orientação tem como objectivo reforçar  a prevenção contra a nova gripe, evitando assim que alunos infectados contagiem  colegas. Professores e directores de escolas também devem ficar atentos  e encaminhar os estudantes com sintomas para os centros de saúde".
Os sintomas da gripe A são febre repentina, tosse, dores  musculares e nas articulações e dor de cabeça - ou seja, bastante semelhantes ao  da gripe comum. A prevenção leva em conta cuidados básicos de higiene, como o  hábito de lavar bem as mãos com água e sabão e evitar tocar os olhos, boca e  nariz sem estar com as mãos limpas. Além disso, é recomendável não compartilhar  talheres e outros objectos de uso pessoal. O hábito educado de cobrir com lenço  a boca e o nariz ao tossir ou respirar também contribui para que o vírus não se  disperse.

Para te ajudar a perceber melhor o que é a Gripe A e o que deves fazer para a evitar, aqui te deixo estes vídeos:

Para mais informações, liga para a Linha Saúde 24 :  808 24 24 24

terça-feira, 12 de Maio de 2009

TEXTO POÉTICO: NOÇÕES DE VERSIFICAÇÃO

domingo, 10 de Maio de 2009

VAMOS OUVIR POESIA ...

Proponho-te agora que ouças alguns dos melhores textos da poesia portuguesa...

POEMA "AUTOPSICOGRAFIA", DE FERNANDO PESSOA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

carrega no vídeo para ouvires este poema:



P
OEMA "LIBERDADE", DE FERNANDO PESSOA

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

para ouvires este poema, carrega no vídeo:



Vídeo de Falar verdade a Mentir

vê este vídeo: é um resumo da peça Falar verdade a Mentir, de Almeida Garrett.